Ômega 3: cuidando da sua saúde cardiovascular e cerebral - Synlab

Ômega 3: cuidando da sua saúde cardiovascular e cerebral

Publicado por Synlab em 22 de junho de 2021
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Os ácidos graxos ômega-3, são gorduras (saudáveis) que desempenham importantes funções na estrutura das membranas celulares e nos processos metabólicos, além de serem necessários para manter as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. Os ácidos graxos ômega 3 são essenciais, visto que nosso organismo nem sempre está em condições ótimas para sintetizá-los, e devem, portanto, ser obtidos por meio da dieta ou de suplementos alimentares.

 

O que é ômega 3? 

Os ácidos graxos ômega-3, chamados de ácidos graxos n-3 ou ácidos graxos ω-3 (n-3 FAs), são grupos de ácidos graxos heterogêneos com uma ligação dupla entre o terceiro e o quarto carbono da metila final (extremidade oposta à carboxila). De modo geral, podemos distinguir entre eles, ácidos graxos monoinsaturados (MUFAs; uma ligação dupla na cadeia de carbono) e ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs; mais de uma ligação dupla na cadeia de carbono). Presume-se que todos os ácidos graxos com uma ligação dupla no átomo de carbono ω-3 sejam ácidos graxos ômega-3.

 

Qual a função do ômega 3 no organismo? 

Os ácidos graxos ômega-3 monoinsaturados, poliinsaturados, e subgrupos, desempenham um importante papel no funcionamento do organismo. Alguns ômega-3 monoinsaturados são precursores de feromônios em insetos, enquanto ômega-3 poliinsaturados com cadeia muito longa são comumente encontrados no sistema nervoso central e testículos de mamíferos, em organismos esponjosos, e são considerados agentes imunomoduladores (nutrientes que atuam diretamente no sistema imunológico).

 

Muitos deles são chamados de essenciais, pois não podem ser sintetizados pelo organismo e devem ser obtidos por meio da dieta, ou produzidos pelo organismo a partir dos ácidos linoléico e alfa-linolênico. O ômega 3 “bom” é o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa), e o menos adequado, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta.

 

Um baixo índice de ômega 3 no organismo está associado a um aumento do risco de ocorrência de um episódio cardiovascular ou cerebrovascular. Por outro lado, foi demonstrado que existe uma associação entre o aumento do consumo destes ácidos graxos e uma menor predisposição a doenças como a depressão ou o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Seu consumo também é fundamental durante a gravidez e lactação, para o correto desenvolvimento neuronal do bebê.

 

Ácidos graxos ômega 3 

Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, incluindo ácido eicosapentaenóico (AEP), ácido docosapentaenóico (ADP) e ácido docosahexaenóico (ADH), apresentam uma grande variedade de efeitos favoráveis para uma vida mais saudável. Estudos epidemiológicos e ensaios clínicos sugerem um efeito benéfico da relação entre o consumo de ômega-3 e a redução dos sintomas inflamatórios, por exemplo.

 

Muitas das funções biológicas dos PUFAs são mediadas por meio de metabólitos bioativos produzidos por oxigenases de ácidos graxos, como ciclooxigenases (COXs), lipoxigenases (LOXs) e monooxigenases do citocromo P450 (CYPs).

 

Por exemplo, o ácido araquidônico (AA) (ômega 6) componente principal de fosfolipídios na membrana celular, é liberado em resposta a estímulos inflamatórios, tendo grande importância na função de produção de eicosanóides. Acredita-se que o efeito anti-inflamatório dos ômega-3 de cadeia longa ocorre não apenas competindo com a formação de eicosanóides de AA, mas também fornecendo metabólitos alternativos com atividade menos potente do que os mediadores derivados de AA. Ômega-3 como AEP, ADP e ADH também estão disponíveis em locais de inflamação para conversão enzimática em mediadores bioativos.

 

Quais doenças o ômega 3 previne? 

O consumo de ômega 3 está associado a diversos benefícios para a saúde, tais como:

  • Proteção de doenças cardiovasculares
  • Melhora da pressão arterial
  • Redução de triglicerídeos
  • Efeitos anti-inflamatório
  • Antitrombótico
  • Antioxidante

Estudos recentes destacaram o efeito benéfico dos ácidos graxos ω-3 na Doença de Alzheimer, que pode ser atribuído às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antiapoptóticas e neurotróficas. O efeito foi obtido pelo consumo individual ou pela combinação de ácidos graxos ω-3.

 

O ômega 3, especialmente o ADH e o AEP, tem propriedades anticoagulantes, reduzindo a formação de coágulos sanguíneos por impedir que as plaquetas do sangue se agrupem e, por isso, ajudam na prevenção de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, por exemplo.

 

Ômega-3 e efeito anti-inflamatório

O ômega 3 tem propriedades anti-inflamatórias que podem ser muito úteis no tratamento da doença inflamatória intestinal ou artrite reumatoide, por exemplo, pois reduz a produção de substâncias inflamatórias como os eicosanóides e as citocinas. Além disso, a ação anti-inflamatória do ômega 3 ajuda a prevenir os danos celulares que podem levar ao aparecimento de câncer. 

 

efeito anti-inflamatório pode ser atribuído à diminuição do nível de citocinas e da proteína-1 quimiotática monocítica pela supressão do fator nuclear kappa B. Eles podem induzir a expressão da superóxido dismutase-2 mediada pelo fator de transcrição, fator nuclear eritróide-2, a fim de facilitar o efeito antioxidante. Tanto o ADH quanto o AEP podem aumentar o nível do fator de crescimento do nervo.

 

A suplementação com ômega 3 pode ajudar também a reduzir a inflamação muscular causada pelo exercício físico, acelerando a recuperação dos músculos e diminuindo a dor.

 

Como o ômega 3 age no coração? 

No organismoos ácidos graxos ômega-3 (principalmente AEP e ADH) são incorporados em triglicerídeos como colesterol de lipoproteína de densidade muito baixa (LDL) e liberados na corrente sanguínea. Estudos demonstraram que esses ácidos graxos ômega-3 podem contribuir com a redução dos processos inflamatórios da aterosclerose, ambos reduzindo estímulos pró-inflamatórios e estimulando a resolução da inflamação. Além de apresentar benefícios como melhora da eficiência do músculo cardíaco, reduz a demanda de oxigênio, controla a frequência cardíaca e reduz o risco de arritmias.

 

Um estudo realizado em sete países relatou que a mortalidade por doença isquêmica do coração é menor no Japão e nos países mediterrâneos do que no Estados Unidos e países do norte da Europa e destacou o papel dos ácidos graxos insaturados que são abundante nas dietas japonesas e mediterrâneas, que mostram uma redução significativa no risco relativo de doença cardiovascular em pessoas que consomem ácidos graxos ômega-3.

 

Desta forma, o ômega 3 ajuda a reduzir o colesterol ruim e os triglicerídeos (em 25-30%), que são responsáveis por formar placas de gordura nas artérias, o que promove uma melhor permeabilidade e funcionamento das artérias evitando infartos, arritmias, insuficiência cardíaca e derrame cerebral.

 

Como o ômega 3 age no cérebro? 

O funcionamento fisiológico normal da membrana neuronal é altamente dependente de sua estrutura, e um dos muitos fatores que podem influenciar o índice de fluidez da membrana é a sua composição lipídica, no qual o colesterol reduz a fluidez da membrana e os ácidos graxos poliinsaturados (PUFA) a aumentam. O cérebro pode obter PUFA de cadeia longa diretamente da dieta, ou pode usar ácidos graxos essenciais suplementados (linoléico e alfa-linolênico) e convertê-los em ácidos graxos de cadeia mais longa. A deficiência de ômega 3 pode estar associada a menor capacidade de aprendizado ou memória.

 

ácido docosahexaenóico (ADH) atua influenciando as propriedades físicas das membranas cerebrais, as características dos seus receptores, as interações celulares e a atividade enzimática. Com o envelhecimento do indivíduo, há um aumento do estresse oxidativo, que atua reduzindo os níveis do ADH e do ácido araquidônico (AA) no cérebro. Esse processo resulta em um aumento na proporção de colesterol no cérebro e ocorre em maior intensidade nas doenças de Alzheimer, Parkinson e na esclerose lateral amiotrófica.

 

estresse oxidativo é outro fator relevante para a composição normal da membrana, e induz uma diminuição na fluidez da membrana. A incorporação de uma dieta restrita, como a suplementação por uma proporção particular de uma mistura de PUFA ômega 3/ômega 6, fornece muitos efeitos benéficoscomo redução do nível de colesterol e aumento do nível de PUFA na membrana neuronal.

 

Além disso, o ômega 3 melhora a atividade das células do cérebro, levando a um aumento de substâncias como serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pelas emoções, pelo humor e bem estar, ajudando assim a prevenir e auxiliar no tratamento da depressão.

 

Principais fontes alimentares do ômega 3

Os principais alimentos que contêm ômega 3 em ordem decrescente de concentração são:

  • Origem animal: salmão, arenque, sardinha, atum, anchova, cavalinha, pescadinha, pescada branca, lambari, corvina.
  • Origem vegetal: óleo de linhaça, semente de linhaça, semente de chia, óleo de canola, noz, óleo de soja.

A dose diária recomendada de ômega 3 é de cerca de 250 a 500 mg, mas pode variar de acordo com a idade, assim como para mulheres gestantes e que amamentam.

 

Geralmente, os rótulos de suplemento de ômega 3 apresentam a quantidade de AEP e de ADH, e é a soma desses dois valores que deve dar a quantidade total recomendada por dia.

 

Efeitos colaterais de ômega 3

Níveis elevados de ômega 3 podem produzir efeitos colateraisDe modo geral, não é recomendado a suplementação de mais de 3000 ou 4000 mg por dia.

 

Doses elevadas podem aumentar o risco de sangramentos, principalmente em pacientes com problemas de coagulação ou que utilizem medicações como aspirina, clopidogrel, ticlopidina, heparina e varfarina.

 

A partir da dose de 3000 mg por dia, os efeitos colaterais começam a ficar mais frequentes e intensos, como:

  • Náuseas
  • Diarreia
  • Cólicas abdominais
  • Excesso de gases
  • Hálito com cheiro de peixe

 

Qual exame a SYNLAB oferece para ômega 3? 

A Synlab oferece o exame INDICE ÔMEGA 3, que através de uma coleta de sangue, avalia a presença no organismo de dois dos principais ácidos graxos ômega 3: o ácido eicosapentaenoico (AEP) e o ácido docosaexaenoico (ADH), obtidos tanto por meio da alimentação como pela síntese em seu organismo a partir do ácido alfa linolênico (ALA). Posteriormente é realizado um cálculo da porcentagem que o AEP e ADH constituem em relação ao total de ácidos graxos presentes na membrana dos glóbulos vermelhos.

 

Saiba mais sobre o INDICE ÔMEGA 3 aqui.

 

Qual a metodologia utilizada no exame INDICE ÔMEGA 3?

O exame índice ômega 3 é realizado mediante tecnologia de Cromatografia de Gases.

 

cromatografia de gases ou gasosa (CG) é uma técnica para separação e análise de misturas de substâncias voláteis. Essa separação ocorre por interação diferencial dos seus componentes, através da migração da amostra de uma fase estacionária por intermédio de um fluido, neste caso, a amostra é vaporizada e introduzida em um fluxo de um gás adequado (fase móvel), que passa por um tubo contendo uma coluna cromatográfica (fase estacionária) por meio de um sistema de injeção, onde ocorre a separação da mistura. Os componentes da mistura são vaporizados e, de acordo com suas propriedades, são retidos e eluídos através da coluna.

 

Para quem o exame INDICE ÔMEGA 3 é indicado?

  • Pessoas que desejem controlar proativamente sua saúde
  • Pacientes com doenças cardiovasculares
  • Pacientes com doenças crônicas, incluindo asma, alterações metabólicas, da imunidade ou inflamatórias
  • Pacientes com baixo estado de ânimo ou depressão
  • Pacientes com doenças neurológicas
  • Crianças com suspeita de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
  • Durante a gestação, com a finalidade de garantir o correto aporte nutricional para o bebê

 
Sobre o Grupo SYNLAB
 

O Grupo SYNLAB é líder na prestação de serviços de diagnóstico médico na Europa, disponibilizando uma gama completa de serviços de análise clínica laboratorial a pacientes, profissionais de saúde, clínicas e indústria farmacêutica. Proveniente da união da Labco com a SYNLAB, o novo Grupo SYNLAB é o indiscutível líder europeu em serviços de laboratório médico.

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